Dígrafo

E se ela é tão nova
Por que não me escuta?
Por que me confunde
Com seus atos falhos?
E se ela é tão linda,
Por que ela chora?
Por que se demora
Na frente do espelho?
E se ela é tão má
Por que não me usa?
Por que não me puxa
De vez o gatilho?
E se ela é só minha
Por que não me vê?
Por que nessa chuva
Só eu que me molho?
E se ela é sozinha
Por que está sempre
No meio de gente
Fazendo barulho?
Por que não me escuta?
Por que me confunde
Com seus atos falhos?
E se ela é tão linda,
Por que ela chora?
Por que se demora
Na frente do espelho?
E se ela é tão má
Por que não me usa?
Por que não me puxa
De vez o gatilho?
E se ela é só minha
Por que não me vê?
Por que nessa chuva
Só eu que me molho?
E se ela é sozinha
Por que está sempre
No meio de gente
Fazendo barulho?

9 Comments:
Muito bom. Temos um novo melhor texto.
Abs.
Jabor
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Anônimo, at 2:45 PM
Gostei do retorno ao lirismo.
Eu ainda sinto frio na barriga.
Beijo.
Bia
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Bia, at 3:54 PM
mulheres nasceram pra acabar com o que resta de nós, pobres coitados. tá tentando entendê-las? lamento profundamente...
se nem a chuva as molha mais, tudo acabou, estamos perdidos, sem a menor chance de diversão frente camisas brancas molhadas... o mundo tá na vala.
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primo pedro, at 11:01 PM
Bem inteligente o uso dos dígrafos! A certeza da união física versus as dúvidas sobre ser ou não correspondido. O interessante é que, na minha opinião, o próprio poema traz as respostas para suas perguntas. Abraços, M.
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Anônimo, at 2:36 AM
A beleza do texto está na simplicidade com q o narrador coloca questões q atormentam e intrigam os homens há tanto tempo.
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Carolzinha, at 8:18 PM
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Carolzinha, at 8:18 PM
Gostei
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Caio Leonardo, at 3:37 PM
Muito bom, Rapa!!!
Danilo
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Anônimo, at 12:52 PM
simplesmente adorei, agora nao vou cmentar todos, ne? só uma coisinha na segunda estrofa terceira linha nao falta um "nao"?
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El Verborrajico, at 11:24 PM
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