Parola Melíflua, Patranhas e Carapetas

26.5.06

Dígrafo


E se ela é tão nova
Por que não me escuta?
Por que me confunde
Com seus atos falhos?

E se ela é tão linda,
Por que ela chora?
Por que se demora
Na frente do espelho?

E se ela é tão má
Por que não me usa?
Por que não me puxa
De vez o gatilho?

E se ela é só minha
Por que não me vê?
Por que nessa chuva
Só eu que me molho?

E se ela é sozinha
Por que está sempre
No meio de gente
Fazendo barulho?

9 Comments:

  • Muito bom. Temos um novo melhor texto.

    Abs.

    Jabor

    By Anonymous Anônimo, at 2:45 PM  

  • Gostei do retorno ao lirismo.
    Eu ainda sinto frio na barriga.
    Beijo.
    Bia

    By Anonymous Bia, at 3:54 PM  

  • mulheres nasceram pra acabar com o que resta de nós, pobres coitados. tá tentando entendê-las? lamento profundamente...
    se nem a chuva as molha mais, tudo acabou, estamos perdidos, sem a menor chance de diversão frente camisas brancas molhadas... o mundo tá na vala.

    By Anonymous primo pedro, at 11:01 PM  

  • Bem inteligente o uso dos dígrafos! A certeza da união física versus as dúvidas sobre ser ou não correspondido. O interessante é que, na minha opinião, o próprio poema traz as respostas para suas perguntas. Abraços, M.

    By Anonymous Anônimo, at 2:36 AM  

  • A beleza do texto está na simplicidade com q o narrador coloca questões q atormentam e intrigam os homens há tanto tempo.

    By Blogger Carolzinha, at 8:18 PM  

  • Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    By Blogger Carolzinha, at 8:18 PM  

  • Gostei

    By Blogger Caio Leonardo, at 3:37 PM  

  • Muito bom, Rapa!!!
    Danilo

    By Anonymous Anônimo, at 12:52 PM  

  • simplesmente adorei, agora nao vou cmentar todos, ne? só uma coisinha na segunda estrofa terceira linha nao falta um "nao"?

    By Anonymous El Verborrajico, at 11:24 PM  

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